Cidade Tranqüila (Filipe)
4 Julho, 2008
Jamie chega no Brooklyn para se encontar com sua amiga Samantha. Como não consegue falar com a mesma, pede a um estranho que lhe indique o caminho do restaurante onde elas marcaram para se encontrar. O estranho se chama Charlie e acaba acompanhando a moça até o restaurante. Algumas horas depois Samantha não chega e eles decidem passar o tempo em que Jamie vai ficar na cidade se conhecendo.
O diretor Aaron Katz faz praticamente um pastiche de Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater. Até o roteiro é assinado juntamente pelo diretor e pelos protagonistas. Mas ao contrário dos filmes de Linklater, Cidade Tranqüila não tenta se utilizar apenas no roteiro para ser bom, mas também faz com que a cidade tome forme de personagem. E o diretor consegue isso com louvor. O problema é que a cidade é tranqüila (aliás, Nova Iorque tranqüila? Tá, é um filme, releve) e não acontece nada nela e, por tabela, também não acontece nada no filme. Jamie e Charlie ficam andando de um lado para o outro, falando o que qualquer um falaria nessas situações (e se por um lado o filme parece verossímil, por outro é bastante entediante você prever todos os diálogos).
Cidade Tranqüila é a prova de que pode-se dizer que um filme é verossímil, que o cenário toma ares de personagem, que o roteiro faz com que você se sinta no meio da história e mesmo assim o filme ser fraco.
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