Cinema Paradiso (Filipe)

19 Março, 2008

Cinema ParadisoTítulo Original: Nuovo Cinema Paradiso

Diretor: Giuseppe Tornatore

Elenco: Philipe Noiret, Salvatore Cascio, Jacques Perrin

Ano:1988

 

Dando uma segunda olhada na capa do DVD de Cinema Paradiso, leio a seguinte frase “Um dos melhores filmes de todos os tempos”, justamente a frase que eu pensei em usar para começar essa crítica. Então esqueçam esse parágrafo e a crítica vai começar agora:

Um dos melhores filmes de todos os tempos. Sabe aqueles filmes que você ri e chora feito bobo durante toda a projeção? Sabe aqueles filmes que podiam ter o pior final do mundo que você aplaudiria (não é esse o caso, muito pelo contrário)? Sabe aqueles filmes que já na metade você tem certeza que está tendo uma das melhores experiências de sua vida? Dá para se contar nos dedos a quantidades de filmes assim. Guarde um dos dedos para Cinema Paradiso.

O filme começa e logo vemos duas mulheres tentando desesperadamente fazer uma ligação telefônica. Logo depois um homem deita na cama e recebe a notícia de sua mulher de que Alfredo morreu. Um flashback e começamos a acompanhar a história do garotinho Totó, do projecionista de filmes, Alfredo, e do Cinema Paradiso, onde ambos se conhecem e passam a maior parte do tempo.

Roda em tom de fábula, Cinema Paradiso é uma das melhores homenagens que o cinema pode ter. Em algumas cenas mais poéticas (aliás, erro meu, cada minuto do filme soa como poesia) podemos ver pessoas deixando de fazer coisas para ir ao cinema, como um casal fazendo sexo no cinema e uma mulher amamentando um bebê. Totó é um garoto apaixonado por cinema e sempre que pode (e sempre que não pode também) procura passar seu tempo no cinema, mais precisamente na sala de projeção, junto com Alfredo.

Aliás, se o filme tem algo de absolutamente lindo, é a relação entre Totó e Alfredo. Os seus intérpretes (Salvatore Cascio e Philippe Noiret, respectivamente) dão um verdadeiro show de atuação. Salvatore, mesmo com 9 anos na época, esbanja um carisma incrível para alguém de sua idade (e lembrem-se que gente como Abigail Breslin, Dakota Fanning, Haley Joel Osment e Macaulay Culkin surgiram com idades parecidas) e se mostra sempre curioso com tudo durante o filme e basta pensar sobre cinema que seus olhos começam a brilhar, ele parece viver um sonho eterno. Já a personagem de Philippe Noiret representa o contraponto, sempre arrependido de seu passado, vê a sua profissão como um ganha pão e não hesita dizer que ele é o único idiota que poderia aceitar um trabalho escravizante como aquele, mesmo que ainda tente achar algum sentido naquilo tudo.

O diretor e roteirista Giuseppe Tornatore, acho que nem preciso dizer, faz um belíssimo trabalho em suas duas funções. Um roteiro maravilhoso e corajoso, que se atreve a quebrar algumas vezes o tom de fábula da história só para mostrar, logo depois, que isso já é impossível em tal ponto do filme. Além disso, o final (ah o final), quando pensamos que não pode ficar melhor, chega o final do filme onde cada segundo vai ficar marcado na memória de quem assistir. A verdadeira ode ao cinema! A verdadeira poesia colocada na frente dos olhos. Você esquece o mundo do seu lado, só tem olhos para a tela.

E se ainda falta a cereja do bolo, ela se chama Ennio Morricone. Sim, aquele cara que fez aquela música de faroeste. De novo, nem preciso dizer que ele é um gênio e fez uma trilha igualmente genial. E se John Williams faz os temas mais grudentos no ouvido, Morricone faz os mais belos, e este não foge à regra.

Nem sei mais o que escrever na conclusão. Talvez um “assista já”!

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2 Comments Add your own

  • 1. Rafael  |  20 Março, 2008 at 3:43 am

    Belo post…

    Cinema Paradiso é absurdamente lindo. Uma homenagem digna ao cinema. Depois quero ver outros filmes do Tornatore, tem um de 2000 que é com a horrível Monica Belucci ;)

    Responder
  • 2. Ana Flavia  |  24 Junho, 2008 at 2:45 pm

    sem duvida nenhuma o melhor filme que ja assisti

    Responder

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